Meu blog é minha rede social

Eu tenho diversos textos em rascunho, mas esse é minha nota de número “200” aqui e eu quis fazer algo diferente.

O “200” está entre aspas porque nem sei em que número de posts estou exatamente: tenho o hábito estranho de apagar alguns textos em que não me sinto mais representada ou de categorias que simplesmente não existam mais. Não sei por quais motivos, mas de vez em quando me bate uma euforia e decido “limpar” algumas coisas no blog.

Tem um bom tempo que fiz “a limpa”, mas poucos meses atrás quis acessar um desses posts, lembrar momentos e achar o link de um blog em específico que não encontrava, “ver como eu estava” e esse blog também. Vi que o post sumiu, eu apaguei, e os textos se foram, os comentários se foram e alguns contatos também. Em resumo, uma parte da minha história/memória tinha sumido e eu não conseguia revisitar. Fiquei chateada, irritada comigo mesma e numa conversa com amigos ouvi um:

“se você apaga os textos pra que então você tem blog? você não ganha dinheiro, não é ‘blogueira profissional’, por que continua perdendo tempo com isso? Por que não fica só com suas redes sociais?”. 

Meu blog é minha rede social

Parei para pensar e não consegui encontrar uma resposta muito clara…Cheguei em casa e fui olhar meu Facebook, meu Instagram, coisas rotineiras, e, por fim, loguei no meu blog, aliás, ele ainda está “online“. Me deparei com minha última postagem – Blog Day 2015 – e com as pessoas que havia linkado, e principalmente, com os comentários nesse post e no anterior.

Me surpreendi. De verdade, me surpreendi ao me dar conta de que a grande maioria das pessoas que mais converso nas “redes sociais” eram as pessoas que estavam aqui comentando no meu blog, pessoas que conheci através desse espaço que sempre tive – mesmo que com tantos outros nomes – e que agora estão participando de maneira direta ou indireta da minha vida. Pessoas que conheci há 5 anos atrás, outras que estão chegando agora, gente que compartilha de ideias parecidas com as minhas, ou que pensam bastante diferente, mas que estão dispostas a conversar e se abrir para um novo mundo – que é o que eu exponho no meu blog bastante pessoal, por sinal.

Frente a esses tantos blogs que se tornaram “micro imprensas” ou simplesmente porta vozes de diversas marcas eu percebi que eu escrevo aqui como quem conversa com colegas em um lugar comum, como quem quer passar adiante algo que viu por aí, contar uma novidade que aconteceu comigo ou que quer “pôr um assunto para debater” na roda de amigos; não consigo me imaginar escrevendo para um “público” ou escrevendo aqui sem pensar que o Ferds, a Carol, Camila, a Raquel e a Grazi – e muitos outros ♥ – vão ler.

Hoje, lendo um texto sobre tecnologia, o autor colocava no texto a definição básica de rede social virtual:

“são grupos ou espaços específicos na Internet, que permitem partilhar dados e informações, sendo estas de caráter geral ou específico”

o texto dele, completamente diferente do que escrevo aqui, me fez pensar – só por ter colocado essa definição e ampliado minha visão de redes sociais – que meu blog, com toda sua humildade e independência nessa rede gigante, “superpopulosa” e por vezes cansativa que a ‘blogosfera’ se tornou, é a minha rede social. E que venham mais 200 posts.


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7 opiniões sobre “Meu blog é minha rede social

  1. Cara, confesso que nem sempre to tendo tempo pra poder ler blogs, mas sempre que passo por aqui eu fico com uma sensação boa porque você é super sincera e isso falta muito nos blogs de moda ou em qualquer coisa “monetizada”. Tipo, apesar de meus posts terem sido bem menos com conteúdo e mais divulgação de marca ou então só compilado de fotos/editoriais que gosto, já tive que ouvir merda dos dois lados: por que vc não monetiza seu blog/pq vc não desiste se não ganha dinheiro. Sinceramente? Por experiência própria em outras áreas, no caso literatura, prefiro não depender de nenhum patrocínio ou de dinheiro que provenha daquilo que eu amo fazer. Moda não é exatamente minha paixão, mas eu gostava muito de escrever ficção e hoje em dia não gosto mais porque me senti inserida num ambiente tão comercial e forçado quanto os blogs de moda que você comenta. Prefiro trabalhar e ganhar meu dinheiro de outra forma e estar livre pra escrever o que quiser, quando e como eu quiser. Acredito que, apesar dessas blogueiras ganharem horrores de coisas e irem em trocentos eventos, elas não podem falar exatamente o que querem – se é que querem falar algo mesmo. É o preço que pagamos… pra alguns é mais caro que pra outros. O que vc tá fazendo é o melhor que se pode fazer, eu acho: amizades e não um leitorado. Como li recentemente no livro da Amanda Palmer, The Art of Asking, Dita Von Teese dançava num clube de strip com mais 50 loiras depiladas em bikini neon que ganhavam a atenção de 50 homens que pagavam 1 dólar cada. Toda noite, elas terminavam com 50 dólares no bolso. Dita só tinha um espectador, mas ele pagava 50 dólares também. 🙂

    Ah, sobre deletar posts: te entendo totalmente. Acho que meu conselho seria, em vez de deletar, só deixa como rascunho… aí você pode visitar quando quiser e não fica público mais. 🙂

    http://www.fiercekrieg.com

    PS: Obrigada por me recomendar no seu último post do blog day!

  2. Eu costumava apagar fotos de momentos bons que eu tinha passado e postado, por motivos de.. sei lá (?) hahah mas quando fazia isso, o sentimento daquele dia sempre permanecia comigo!

    Sei que é chato o fato de você não ter achado o texto e tudo o mais, mas se você fez o que fez, é porque era o que queria no momento.. Mas nao deleta nao, as vezes por mais que você não esteja mais passando por uma “determinada fase” citada no texto, alguém pode estar passando e ler algo parecido com o que ela tá sentindo pode ser reconfortante! :)))

    Ah, e sobre o blog ser uma rede social, concordo muito! Meu blog tem menos de 2 meses mas já sinto como se ele fizesse parte de mim há tempos! :)) passo mais tempo aqui do que em qualquer outro lugar e conheci pessoas muito bacanas 😉

    Beijo!

  3. Que. Texto.
    Tava precisando de um tapa na cara desses. Sabe por que? Recentemente exclui minhas outras redes sociais (instagram, snapchat…) as quais eu passava quase todo meu tempo online nelas Forcei-me a sair delas pq elas estavam me tirando do meu “mundo real”: minha vida fora do celular e computador, meu blog (meus relatos e meus pensamentos) e até meu facebook, onde me conecto com amigos que realmente conheço. Vou escrever sobre logo mais no blog, nao é facil, mas sim, meu blog é minha rede social. Peço licença para usar sua imagem dessa frase na minha postagem, linkando a fonte claro 🙂 um beijo.

  4. Nossa, melhor definição. O meu também é minha rede social. Onde eu converso, interajo com as pessoas e etc, compartilho minhas coisas. Eu dificilmente me sinto a vontade pra compartilhar coisas no facebook, mas no blog eu já fico de boa. Gostei!

  5. Me lembro que quando eu fiz o Facebook — relutei muito até criar minha conta — acabei naturalmente me afastando mais do blog, e até terminei com ele. Mas só no blog que me sinto livre de verdade. Pra postar o que quiser, fazer textão e dar minha opinião sem medo. Viva os blogs!

    bêjo.

  6. Nem sei o que dizer, acho que você escreveu várias coisas que eu concordo, mas nem sabia que elas estavam na minha cabeça hahaha E sabe o que mais, acho que isso é o faz os blogs serem diferentes, quero dizer, mais autênticos quando não se tornam micro-empresas ou vitrines baratas. E talvez seja isso que no fundo impeça a gente de excluir tudo e ficar revolts hahaha porque no fundo se torna um pedacinho do que a gente pensa e um lugar pra conversar, trocar, etc…

  7. uau, Ingrid!!! Amei esse texto e super me identifiquei também, acho que posso dizer assim como você que meu blog também é a minha rede social.. tantas pessoas incríveis que conheci (você inclusa) ou me aproximei mais por causa do blog…No meio desses tantos blogs-micro-empresas.. é tão gostoso achar blogs diferentes e únicos, que faz a gente se indentificar e se aproximar mais de quem escreve ❤

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